Espaço para a divulgação da dança como meio de educação.

Espaço para a divulgação da dança como forma de educação.







terça-feira, 18 de maio de 2010

Dança...um pouco de história


Desde 1982, no dia 29 de abril comemora-se o dia internacional da dança, instituído pela UNESCO em homenagem ao criador do balé moderno, Jean-Georges Noverre.

A Dança é a arte de mexer o corpo, através de uma cadência de movimentos e ritmos, criando uma harmonia própria.

Não é somente através do som de uma música que se pode dançar, pois os movimentos podem acontecer independente do som que se ouve, e até mesmo sem ele.

A história da dança retrata que seu surgimento se deu ainda na pré-história, quando os homens batiam os pés no chão. Aos poucos, foram dando mais intensidade aos sons, descobrindo que podiam fazer outros ritmos, conjugando os passos com as mãos, através das palmas.

O surgimento das danças em grupo aconteceu através dos rituais religiosos, onde as pessoas faziam agradecimentos ou pediam aos deuses o sol e a chuva. Os primeiros registros dessas danças mostram que as mesmas surgiram no Egito, há dois mil anos antes de Cristo.

Mais tarde, já perdendo o costume religioso, as danças apareceram na Grécia, em virtude das comemorações aos jogos olímpicos.

O Japão preservou o caráter religioso das danças, onde as mesmas são feitas até hoje, nas cerimônias dos tempos primitivos.

Em Roma, as danças se voltaram para as formas sensuais, em homenagem ao deus Baco (deus do vinho), onde dançava-se em festas e bacanais.

Nas cortes do período renascentista, as danças voltaram a ter caráter teatral, que estava se perdendo no tempo, pois ninguém a praticava com esse propósito. Praticamente daí foi que surgiram o sapateado e o balé, apresentados como espetáculos teatrais, onde passos, música, vestuário, iluminação e cenário compõem sua estrutura.

No século XVI surgiram os primeiros registros das danças, onde cada localidade apresentava características próprias. No século XIX surgiram as danças feitas em pares, como a valsa, a polca, o tango, dentre outras. Estas, a princípio, não foram aceitas pelos mais conservadores, até que no século XX surgiu o rock’n roll, que revolucionou o estilo musical e, consequentemente, os ritmos das danças.

Assim como a mistura dos povos foram acontecendo, os aspectos culturais foram se difundindo.

O maracatu, o samba e a rumba são prova disso, pois através das danças vindas dos negros, dos índios e dos europeus esses ritmos se originaram.

Hoje em dia as danças voltaram-se muito para o lado da sensualidade, sendo mais divulgadas e aceitas por todo o mundo. Nos países do oriente médio a dança do ventre é muito difundida e no Brasil, o funk e o samba. Além desses, o Strip-tease tem tido grande repercussão, principalmente se unido à dança inglesa, pole dance, mais conhecida como a dança do cano.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Ballet para crianças

Quando agente tem uma filha e imaginamos logo de cara ela com um lindo collant cor de rosa, tutu, sapatilhas e um coque impecavel, logo tão pequenas... idealizamos as nossas bailarinas...
Mas o fato é o que se ensina nestas aulas para meninas e meninos assim tão pequenos com pouco noção ou nenhuma de espaço, lateralidade, ritmo...?
Este momento, esta faixa etaria (dos 3 aos 6anos) é uma fase de descobertas e porque nao fazer estas descobertas através da Arte, da Dança, da Musica? Estas aulas intensificam nestas crinças o despertar para o gosto pela dança e pela expressão a partir dos seus próprios corpos.
A criança começa a ter noção de espaço, ritmo e principalmente coordenação motora, pois nas aulas tudo é incluído, desde a técnica até a nomenclatura dos passos, só que de uma forma sutil e adaptada à idade,sem falar da ludicidade que se tem nas mesmas.
A música classica é importante sim para q elas acostumem c esta, no entanto nada impede que se use outros tipos de musicas infantis ou não para as diferentes atividades, exercicios e brincadeiras.
E como dizia María Fux " Tudo pode ser dançado e compreendido, sem limites de iadde, pois o corpo, por uma razão ancestral, sempre teve necessidade de comunicar-se através do movimento".
Mais do que ensinar arte do ballet a essas crianças, é faze-las compreender seus corpos e a infinidade de movimento que o mesmo permite, podendo oferece-lhes subsidios para criarem seus proprios movimentos e transmitirem aquilo que elas sentem, sem mais limites para que possam num futuro quem sabe não muito distante concretizarem seus sonhos e ve-los torna-los concretos e realizados.

segunda-feira, 15 de março de 2010

A DANÇA E SEU PAPEL NA EDUCAÇÃO INFANTIL

A dança na educação Infantil desempenha um papel primordial no desenvolvimento integral da criança. Lugar onde se oportuniza situações desafiadoras, as quais permitam que as crianças possam encontrar respostas por si mesmas, para suas indagações, tornando-se pessoas autônomas e críticas. A dança tem uma função pedagógica específica na escola que se traduz na criação de movimentos criativos e de livre expressão da criança. Uma das finalidades da dança na escola é permitir a criança evoluir em relação ao domínio de seu corpo, assim desenvolverá e aprimorará suas possibilidades de movimentação, descobrindo novos espaços, formas, superação de suas limitações e condições para enfrentar novos desafios quanto aspectos motores, sociais, afetivos e cognitivos (BARRETO 2002). Enquanto um processo educacional, a dança não se resume em aquisição de habilidades, mas sim, contribui para o aprimoramento de habilidades básicas, no desenvolvimento das potencialidades humanas e sua relação com o mundo. Segundo os PCNs ( 2003), a dança é uma forma de integração e expressão tanto individual quanto coletiva, em que o aluno exercita a atenção, a percepção, a colaboração e a solidariedade.

domingo, 14 de março de 2010

A Dança na Escola: Uma Proposta Para a Educação Física Escolar

Por: Luciana Santos Collier

O que é dança?

A Dança apesar de sua origem popular e rotineira é considerada Arte, sendo a mais antiga manifestação artística criada pelo homem. No resgate da história da dança constatamos que as manifestações dançadas (rituais e cultos primitivos) antecedem às formas de comunicação verbal, ou seja, em sua evolução, "o ser humano dançou antes de falar. Esta foi sua primeira manifestação social que sempre serviu para auxiliá-lo a afirmar-se como membro da sociedade" (FAHLBUSCH, 1990, p.1 apud BREGOLATO, 1994, p.57).

Partindo da idéia de que os povos primitivos dançavam sem precisar de aulas para isso, e se comunicavam pela dança, é impossível aceitar quando as pessoas, hoje em dia, dizem que não sabem dançar. Todos sabem dançar, muitos não sabem que sabem.

A partir das manifestações dançadas dos povos primitivos, a dança passou por diversas fases originando inúmeras vertentes. Estas diferenciações vão surgindo de acordo com o desenvolvimento histórico cultural dos povos. Isso explica a diversidade de estilos da dança existentes na atualidade. Eles se interpenetram, trocam informações, retrocedem a estilos às vezes esquecidos e vão se multiplicando e se desenvolvendo de forma dinâmica, acompanhando as criações culturais das diferentes sociedades. Segundo Bregolato (1994, p.58 ) "A dança exprime a alma de um povo, as características de sua formação étnica, seus hábitos, as tradições de seus costumes, um ritmo próprio expresso no compasso de suas músicas". Para Fahlbusch (1990 apud BREGOLATO, 1994, p.58) "ela tem mudado assim como a cultura humana, pois a dança é criada por indivíduos que pertencem a meios particulares". A miscigenação dos estilos, possibilitou a diversificação e proliferação da dança; ao mesmo tempo em que a elitizou, na medida em que a desviou da sua essência como manifestação individual, forma de comunicação entre os indivíduos.

Atualmente convivemos com estilos padronizados de dança, divulgados através da mídia, que determina como se deve dançar cada música. Este modelo imposto faz da dança uma atividade inacessível para a grande maioria, limitando a possibilidade de expressão através dela. Se um estilo de dança inibe a movimentação livre, através de "regras" socialmente estabelecidas, a dança morre como arte. Com isso ela vai deixando de fazer parte da vida dos indivíduos e, conseqüentemente, desaparece da aula de Educação Física na escola.

Da realidade a uma proposta concreta de mudança

A dança nas escolas costuma se limitar às festividades, eventos comemorativos e culminâncias. Nestas ocasiões, a professora prepara uma coreografia para as alunas apresentarem, escolhe aquelas que tem a melhor performance e no dia da festa o "show" acontece.

Algumas vezes a música escolhida já remete a uma coreografia pronta, veiculada pela mídia. Esta coreografia é imitada mecanicamente pelas alunas, que pretensamente dançam bem. Desta forma a dança realmente não se enquadra na Educação Física Escolar que pretende ser inclusiva e objetiva a formação do cidadão crítico e autônomo. Outro fator que influi de forma decisiva é o preconceito contra o homem na dança, difundido pela sociedade de forma generalizada. Raramente os meninos participam das apresentações de dança na escola.

Em 2000 quando comecei a trabalhar na E.E.Maria Pereira das Neves as turmas eram de Alfabetização à 4ª série do ensino fundamental e nunca tinham tido aulas de Educação Física. Na época, comecei a ensaiar um grupo de Ginástica Rítmica com alunos de ambos os sexos, a pedido dos meninos, fora do horário das aulas. Atendendo a solicitação dos alunos comecei a incluir alguns movimentos do desporto também nas minhas aulas. Eram basicamente movimentos acrobáticos e malabarismos com os aparelhos, que soavam como desafios. A partir destes desafios eles acabavam criando outros, incluindo movimentos da capoeira, já conhecida deles, vencendo suas próprias limitações e traçando novos objetivos. Além disso, sempre usei muitas atividades musicadas que exploram a expressão corporal e a dança, paralelo aos jogos e brincadeiras populares mais comuns na maioria das aulas.

No final de 2001, passei a trabalhar apenas com as 5ª séries. Dentro destas turmas começam a destoar os alunos vindos de outras escolas que não tiveram dança ou expressão corporal em suas aulas de Educação Física de 1ª à 4ª série. Esta diferença ainda pode ser percebida nos dias atuais. Na medida em que permaneci como única professora de Educação Física nesta escola, alguns alunos foram me acompanhando ano após ano e participando regularmente de vivências, brincadeiras, jogos e experiências que envolvem música, expressão corporal e dança. Outros alunos entram nas turmas no início de cada ano letivo e estranham bastante esta forma de trabalho.

É nítida a resistência inicial em participar das atividades propostas que envolvam a dança, às vezes por medo, vergonha ou preconceito.Vencida a resistência é notória a dificuldade em usar o seu poder criativo, a sua autonomia, capacidade de decisão, fatores desenvolvidos nas atividades que se utilizam da dança. Para Dieckert (1980 apud HASELBACH, 1988 p.5) a dança não deve ser ensinada como disciplina específica, mas como recurso que auxilia na formação da personalidade e desta forma ela não é só um atributo do campo do conhecimento específico, mas faz parte do campo emocional, comunicativo, criativo e cognitivo.

O que diferencia esta proposta de trabalho de outras que também envolvem a dança, é a forma de abordagem. Se começarmos a resgatar a dança enquanto movimento natural do ser humano, estaremos contribuindo para este processo. Dentro desta perspectiva, vale ressaltar que este resgate não é importante somente pelo aspecto de dinamizar ou variar as aulas de Educação Física Escolar. A importância maior reside em suas consideráveis contribuições para a formação do cidadão autônomo, responsável, crítico e com espírito democrático.

São inúmeras as possibilidades de atividades que utilizam a dança, a expressão corporal e a música em seus procedimentos:

Brincadeiras com palmas, batidas de pés ou em diferentes partes do corpo, batidas em instrumentos de percussão (pandeiros, coquinhos, atabaque...) ou alternativos (jornal, plástico, bastões...) com ou sem movimentação paralela, evitando sempre a imposição de ritmos, o que favorece a inibição e dificulta a criatividade.

Movimentação corporal iniciando por partes isoladas do corpo até chegar ao movimento do corpo como um todo.

Caminhada, corrida ou saltitamento, iniciando com movimentos naturais e rotineiros a fim de permitir que os alunos vençam os preconceitos e a inibição pretendendo a evolução desses movimentos.

Brincadeiras como piques, corridas ou jogos que com largada e chegada ou início e fim determinados, utilizando a música como comando ( início e fim). Com isso o aluno acaba começando a dançar sem sentir enquanto está brincando.

Jogos de imitação (pantomina) e mímica simulando objetos, sentimentos ou situações concretas; contando histórias ou a partir de sugestão musical. Sem comunicação verbal, somente pela expressão corporal. Este tipo de atividade pode ou não ter acompanhamento musical.

Organização de seqüências coreográficas com a participação dos alunos respeitando suas limitações.

Movimentação livre com utilização de diferentes tipos de objetos.

As atividades devem ser propostas como tarefas ou desafios, possibilitando a criação individual ou do grupo na solução dos problemas.

Dieckert (ibid.p.5) sugere : " Os estímulos são dados através da apresentação de tarefas para o desdobramento de criatividade e expressão individual." Os movimentos são improvisados, criados na hora individualmente ou em grupo. De acordo com Haselbach (1988, p.7) o ato de improvisar prevê a execução de algo sob condições não planejadas previamente; dando uma forma espontânea e adaptando-se às dificuldades; é o ponto de partida para uma mudança individual ou composição concreta.

A criatividade é o fundamento mais importante desta proposta de trabalho é a forma de conhecermos as idéias do aluno, deixar ele se expressar através dos seus movimentos, é um exercício de cidadania. A partir disto os grupos exercitam o respeito entre seus componentes, a capacidade de organização e escolha que colaboram com a formação do espírito democrático. É importante ressaltar também que a atividade criativa desperta no aluno também o sentimento de propriedade, um orgulho, um carinho por aquele movimento ou seqüência coreográfica que ele ou o grupo criou, não importando a qualidade técnica da mesma. É também uma forma de mostrar que o aluno é capaz de produzir, o que, sem dúvida, eleva a sua auto-estima. Paralelo a isto, é nítida a necessidade de reflexão para a realização destas tarefas. O raciocínio lógico é imprescindível para atrelar o movimento corporal a um ritmo musical ou batida rítmica, e ainda para organizar a movimentação dentro de um determinado espaço. A capacidade de abstração é explorada, pois se faz necessário imaginar "como vai ficar a coreografia?", e a memória também pela necessidade de "guardar" os passos para repeti-los depois. As atividades que envolvem mímica (pantomina) também são ótimos recursos desta proposta de trabalho, pois exercitam a capacidade de comunicação e reflexão criativa para a resolução de problemas.

terça-feira, 9 de março de 2010



Laban, o maior teórico da dança que o mundo já viu.

Pedagogia e Movimento


Atualmente, a dança na vida da criança deixou de ser somente uma formação artística, e passou a fazer parte do seu desenvolvimento como ser humano consigo mesmo, com o outro e com seu meio. Isso, pois como diz Achcar (1998), a dança desenvolve estímulos como:
Tátil – sentir os movimentos e seus benefícios para o corpo;
Visual – ver os movimentos e transformá-los em atos;
Auditivo – ouvir a música e dominar o seu ritmo;
Afetivo – emoções e sentimentos transpostos na coreografia;
Cognitivo – raciocínio, ritmo, coordenação;
Motor – esquema corporal, coordenação motora associada ao equilíbrio e flexibilidade.

Além de favorecer aspectos como criatividade, musicalidade, socialização e conhecimento da dança em si.
Na fase de iniciação do aprendizado, seja qual for o estilo de dança escolhido, há necessidade que as aulas possuam um caráter lúdico e bem dinâmico para que as aulas se tornem, antes de mais nada, algo prazeroso. E ao mesmo tempo, será trabalhado itens básicos e necessários para que, gradativamente, as exigências técnicas vão aumentando, pois a dança proporciona o conhecimento do corpo, noções de espaço e lateralidade, a princípio.